Europa está a envelhecer: o que revelam os dados sobre a população europeia
Published on May 27, 2026
Dados abertos mostram o aumento da longevidade, o declínio da natalidade e os desafios de viver mais anos com saúde na União Europeia (UE)
A Europa está a envelhecer — e os dados confirmam-no. Uma recente data story publicada portal europeu de dados explora como a estrutura demográfica da UE tem vindo a mudar, destacando tendências como o aumento da esperança de vida e a diminuição das taxas de natalidade.
Atualmente, cerca de um em cada cinco europeus tem 65 anos ou mais, enquanto a população com 80 anos ou mais é a que cresce mais rapidamente. Este fenómeno resulta de duas dinâmicas principais: as pessoas vivem mais tempo e nascem menos crianças, alterando o equilíbrio entre gerações.
Nas últimas décadas, a população da UE cresceu de cerca de 355 milhões em 1960 para aproximadamente 450 milhões de habitantes. No entanto, as projeções indicam que este número poderá atingir um pico nos próximos anos e diminuir gradualmente até ao final do século. Independentemente do cenário, a tendência de envelhecimento é transversal e continuará a acentuar-se.
Este envelhecimento não ocorre de forma uniforme. Regiões rurais e menos densamente povoadas apresentam uma proporção significativamente maior de população idosa, enquanto grandes centros urbanos e capitais tendem a concentrar mais população em idade ativa. Em algumas regiões europeias, existem cerca de 70 pessoas com 65 ou mais anos por cada 100 pessoas em idade ativa, o que revela realidades muito distintas entre regiões.
Portugal não é exceção: o norte do país é referido como uma das regiões europeias com maior proporção de população idosa relativamente à população em idade ativa.
Outro aspeto relevante é a diferença entre viver mais e viver melhor. A esperança média de vida na UE situa-se nos 81,4 anos, mas apenas cerca de 63,3 anos são vividos sem limitações de saúde. Isto significa que, em média, os europeus passam cerca de 18 anos com algum tipo de limitação funcional.
Além disso, embora as mulheres vivam mais do que os homens, nem sempre passam mais anos em boa saúde, o que levanta questões importantes para os sistemas de saúde e para as políticas públicas.
Os dados evidenciam que o envelhecimento da população europeia não é apenas uma questão de longevidade, mas também de qualidade de vida e de distribuição territorial. A utilização de dados abertos permite compreender melhor estas dinâmicas e apoiar a definição de políticas públicas mais informadas, ajustadas às realidades nacionais e regionais.
Pode consultar a data story completa em: An ageing Europe: what the data tells us | data.europa.eu